sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bhagavad-Gita

AS MANIFESTAÇÕES ESPLENDOROSAS DE DEUS

Fala Krishna:
19.Assim seja: vou enumerar-te meus atributos divinos, ainda que me limite aos principais, ó melhor dos kurus, pois não há limites para minha grandeza.
20.Eu sou, ó Gudâsheza, o espírito entronizado no coração de todas as criaturas.
21.Entre os adityas sou Vishnu; entre as luzes, o Sol radiante; sou Marîchi entre os maruts; a Lua, entre as estrelas.
22.Entre os Vedas sou Sâma-Veda; Vâsava, entre os deuses; o sentido eterno, entre os sentidos; a inteligência nos seres vivos.
23.Sou Zankara entre os rudras e Vitteza entre os yakshas e râkshasas; Pâvaka entre os vasus e o Meru entre os picos elevados.
24.Sabe, filho de Prithâ, que entre os sacerdotes Eu sou Brihaspati; entre os chefes guerreiros sou Skanda e entre as águas, sou o oceano.
25.Sou Brighu entre os grandes rishis; entre as palavras sou a sílaba OM (); entre os sacrifícios sou japa; entre as montanhas, o Himalaia.
26.A figueira sagrada entre as árvores; Nârada entre os rishis divinos; Chitraratha, entre os cantores celestes e o inspirado asceta Kapila entre os siddhas.
27.Sabe que entre os cavalos sou Uchchaizravas, ó tu que nasceste do néctar; sou Airâvata entre os nobres elefantes e entre os homens sou o soberano.
28.Entre as armas Eu sou o raio; Kamadhuk entre os rebanhos; Kandarpa, entre os quetêm descendentes e Vâsuki entre as serpentes.
29.Sou Ananta entre os nagas; Varuna entre os habitantes da água; Aryaman entre os antepassados e Yama entre os juízes.
30.Entre os daityas sou o Prahlâda; entre as medidas, o tempo; entre os animais selvagens souo rei dos animais e entre os seres alados, Vainateya.
31.Entre os agentes purificados sou o vento; sou Râma entre os guerreiros; Makara entre os peixes e Jâhnavi entre os raios.
32.Sou princípio, meio e fim de todas as coisas criadas, Arjuna; entre as ciências sou a ciência do espírito supremo e sou o argumento Vâda entre os que discutem.
33.Sou a vogal A entre as letras; o composto copulativo entre as palavras compostas. Sou o tempo
infinito, o mestre ordenador, cujas faces estão em toda parte.
34.Sou a morte que tudo arrebata e o nascimento de tudo que adquire vida. Entre os atributos femininos sou a glória, a beleza, a eloqüência, a memória, a inteligência, a constância e a misericórdia.
35.Sou também o grande hino entre os hinos do Sama-Veda; entre as formas métricas sou Gâyatri; sou Mârgazircha entre os meses, e a primavera entre as estações.
36.No aventureiro sou o espírito de risco; no forte, a força. Sou a resolução, a perseverança e a vitória; a verdade do verdadeiro e a bondade do bem.
37.Entre os descendentes de Vrishni sou Vâsudeva; entre os filhos de Pându sou Dhananjaya; Vyâsa entre os munis e, entre os sábios, o sábio Ushanâ.
38.Soua soberania dos que reinam, a tática dos que querem triunfar. Sou o silêncio do segredo e a sabedoria dos sábios.
39.Sou o germe de todos os seres, Arjuna. Sem Mim não há coisa alguma, animada ou inanimada que possa existir.
40.Meus atributos divinos não tem fim, ó perseguidor de inimigos. O que acabo de mostrar-te é apenas uma amostra de minha glória infinita.
41.Tudo quanto há de sublime, perfeito e poderoso, entende, Arjuna, que é produto de uma partícula de minha grandeza.
42.Mas que necessidade tens de conhecer todos esses detalhes, Arjuna? Sabe que o Universo se constituiu e se mantém apenas com uma parcela infinitesimal de Mim mesmo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

India

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Yantra

O Mantra, o Tantra e o Yantra, simbolicamente representam os três caminhos espirituais básicos do Hinduismo popularizados pelos ensinamentos de Sri Vasudeva Krishna em sua obra Bhabavad Gita. O Mantra simbolicamente representa o uso do Jnanamarg, "O Caminho do Conhecimento", o Tantra do Bhaktimarg, "O Caminho da Devoção, e o Yantra do Karmasanyasmarg, "O Caminho da Acção sem apego".

Meditação em Yantras
Yantras são antigos desenhos geométricos. Essas imagens sagradas são portais para diversos mundos de luz. A prática da meditação em yantras envolve enfocar num destes desenhos. Assim, com a prática de concentrar a mente em algo externo ou interno, você auxilia no processo de acalmar a própria mente. Ao fixarmos o olhar num yantra, nos conectamos com os mundos resplandecentes que o yantra representa, trazendo assim clareza em nossas vidas.

  
Na meditação baseada em yantras, você inicia concentrado no centro da imagem. Quando pensamentos entram e saem de sua mente, concentre-se no centro do yantra. Quando sua mente se acalmar, prolongue sua atenção em direcção às margens do yantra e "focalize" o desenho inteiro. Com a prática, você poderá visualizar o yantra completo com os olhos fechados. Esta técnica de concentração acalmará sua mente e o conectará com a energia do universo. Procure um yantra com o qual você se sinta bem para sua prática de meditação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

India

domingo, 18 de janeiro de 2009

Namastê

namaste

Namasté ou Namaskar (Sânscrito: == [नमस्ते], [nʌmʌsˈteː]) é um cumprimento ou uma saudação falada bastante comum no Sul da Ásia. Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal do que Namaste mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.

Utiliza-se na India e no Nepal por Hindus, Sikhs, Jainistas e Budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. No Yoga, namaste é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.

Literalmente significa “curvo-me perante ti”. A palavra provém do Sânscrito (namas): "curvar-se, saudação reverencial", e (te): “para ti”.

Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado. É a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

Quando dito a outra pessoa, também poderá significar: "O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti".